Que música é a arte de manifestar os diversos afetos da alma já sabemos... Mas, fazer com que ela se manifeste são outros quinhentos. Sentir a música está além da perfeição da melodia executada, muitos decodificam as notas divinamente bem, porém se preocupam tanto com a perfeição que ao terminarem não sentem nenhum regozijo, tocam tão preocupados com a reputação de bons músicos que mal conseguem satisfazer a si próprios, que diremos aos ouvintes? Então quando tocares, que seja de alma... Se Entregue, entre na melodia, permita que ela te toque...Manuseie o instrumento como se tivesse tocando nos seus próprios órgãos dos sentidos. Executar corretamente a música é preciso, é bonito, mas a perfeição só existe quando somos capazes de permiti-la adentrar nosso ser, mesmo que errando uma nota ou duas...
Que música é a arte de manifestar os diversos afetos da alma já sabemos... Mas, fazer com que ela se manifeste são outros quinhentos. Então quando tocares, que seja de alma... Se Entregue, entre na melodia, permita que ela te toque...
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Educação não é obrigação apenas da Escola
Não se pode perder de vista a abrangência do termo “educação”, que age como catequizadora e inseridora dos humanos no aglomerado cultural onde se relacionam, moldando-os constante e gradualmente conforme as exigências impostas por ele. É a representação de todo o complexo de aceitações, normas e valores inseridos em cada sociedade distintivamente, está intrinsecamente ligada à escola, mas não é função exclusivamente desta a transmissão dos requisitos educadores, que atua simplesmente como reforçadora e ampliadora das informações, pois na verdade a família e o próprio meio de convívio do cidadão o educa. “Não há uma forma única nem um único modelo de Educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece”.(BRANDÂO, 1999).
A Educação permite ao indivíduo um grau maior de reflexão em torno da realidade em que participa, seja ela de cunho social ou não e, ainda deve proporcionar a esse indivíduo a sua adaptação ao meio e a descobertas das maneiras de como combater e alterar as imposições massacradoras do Estado. Também o faz ser aceito como "humano" para a visão política, econômica e sociocultural. Apenas um homem “educado” é capaz de transformar a sociedade, pois possui maior facilidade de perceber os problemas sociais.
A educação não funciona somente como a transmissora de saberes e conhecimentos, ainda permite que as pessoas encontrem por si só, saídas para se libertarem das dificuldades que as cercam, e a responderem por si mesmas. “Para além da questão da socialização ou da construção dos saberes, o processo educativo é indispensável para a estruturação da pessoa; ele deve criar condições para que o sujeito, desafiado por uma situação sem saída, possa tornar-se ator de sua própria vida, abrindo-se a novas possibilidades”. (Marpeau, 2002).
As responsabilidades com todas as funções educativas foram automaticamente transferidas da família para o Estado, e este, dissimuladamente, as lançou sobre as escolas, que sobrecarregadas nunca conseguiram exercer o papel que lhe foi imposto. Por tal fato ao longo da História surgiram várias tendências com objetivo de aprimorar o modo de se educar, e hoje, mesmo que se prega uma educação voltada para a análise crítica das realidades sociais - a chamada “Progressista” - não deixou de ser usado o modelo educativo tradicional, ou melhor, na verdade foi feita uma verdadeira unção - ainda que imperceptivelmente, a forma trabalhada nas escolas reúne características de todos os tipos de pedagogias defendidas no decorrer dos tempos.
E melhor do que nunca o processo educativo está sendo responsável pela formação de indivíduos sociais capazes de ter uma visão panorâmica do contexto global, permitindo-lhes maior questionamento e resoluções dos problemas sociais decorrentes. Mais eficaz ainda será se essa melhoria nortear a realidade municipal e, conseqüentemente, nacional, legitimando a formação de cidadãos críticos e autônomos intelectualmente, suficientemente capazes de propiciar intervenções significativas na sociedade.
Referências
BRANDÃO. Carlos Rogério. O que é Educação? São Paulo: Editora Brasiliense, 1999.
MARPEAU, Jacques – O Processo Educativo – A Construção da pessoa como sujeito responsável por seus próprios atos. Porto Alegre, ArtMed, 2002.
A Educação permite ao indivíduo um grau maior de reflexão em torno da realidade em que participa, seja ela de cunho social ou não e, ainda deve proporcionar a esse indivíduo a sua adaptação ao meio e a descobertas das maneiras de como combater e alterar as imposições massacradoras do Estado. Também o faz ser aceito como "humano" para a visão política, econômica e sociocultural. Apenas um homem “educado” é capaz de transformar a sociedade, pois possui maior facilidade de perceber os problemas sociais.
A educação não funciona somente como a transmissora de saberes e conhecimentos, ainda permite que as pessoas encontrem por si só, saídas para se libertarem das dificuldades que as cercam, e a responderem por si mesmas. “Para além da questão da socialização ou da construção dos saberes, o processo educativo é indispensável para a estruturação da pessoa; ele deve criar condições para que o sujeito, desafiado por uma situação sem saída, possa tornar-se ator de sua própria vida, abrindo-se a novas possibilidades”. (Marpeau, 2002).
As responsabilidades com todas as funções educativas foram automaticamente transferidas da família para o Estado, e este, dissimuladamente, as lançou sobre as escolas, que sobrecarregadas nunca conseguiram exercer o papel que lhe foi imposto. Por tal fato ao longo da História surgiram várias tendências com objetivo de aprimorar o modo de se educar, e hoje, mesmo que se prega uma educação voltada para a análise crítica das realidades sociais - a chamada “Progressista” - não deixou de ser usado o modelo educativo tradicional, ou melhor, na verdade foi feita uma verdadeira unção - ainda que imperceptivelmente, a forma trabalhada nas escolas reúne características de todos os tipos de pedagogias defendidas no decorrer dos tempos.
E melhor do que nunca o processo educativo está sendo responsável pela formação de indivíduos sociais capazes de ter uma visão panorâmica do contexto global, permitindo-lhes maior questionamento e resoluções dos problemas sociais decorrentes. Mais eficaz ainda será se essa melhoria nortear a realidade municipal e, conseqüentemente, nacional, legitimando a formação de cidadãos críticos e autônomos intelectualmente, suficientemente capazes de propiciar intervenções significativas na sociedade.
Referências
BRANDÃO. Carlos Rogério. O que é Educação? São Paulo: Editora Brasiliense, 1999.
MARPEAU, Jacques – O Processo Educativo – A Construção da pessoa como sujeito responsável por seus próprios atos. Porto Alegre, ArtMed, 2002.
Bibliografia
Educação não é obrigação apenas da Escola por Valdirene do Carmo
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